O ativista brasileiro Thiago Ávila, que está em uma embarcação com outros 11 ativistas em direção a Gaza, disse neste domingo (8) que o grupo foi abordado por outras embarcações não identificadas. As informações são do G1.
Segundo ele, essas embarcações desapareceram momentos depois. Mais cedo, o ministro da Defesa de Israel disse que não permitiria a chegada dos ativistas ao território palestino.
Por volta de 19h20 (horário de Brasília), Thiago postou um vídeo no Instagram dizendo que a embarcação estava sendo atacada, sem dar detalhes. Nas imagens, não era possível ver o que acontecia. No entanto, era possível ouvir o som de alarmes.
Minutos depois, em outro post, Thiago afirmou , dizendo que o grupo está cercado, e pedindo ajuda. A ativista sueca Greta Thunberg é uma das pessoas que está na embarcação.
Na sequência, por volta de 19h55 (horário de Brasília), Thiago postou um novo vídeo dizendo que a flotilha estava cercada por embarcações não identificadas. Segundo ele, depois, os navios desapareceram. Ainda segundo o brasileiro, o alarme foi acionado pela própria equipe do Madleen para chamar a atenção de todos a bordo.
A francesa Rima Hassan, que também está na embarcação, postou um vídeo em que também é possível ouvir o som de alarmes, e com o texto “eles estão lá”.
Segundo informações da agência de notícias Reuters, o alarme foi acionado no navio Madleen e os coletes salva-vidas foram colocados em preparação para uma interceptação.
Thiago e outros 11 ativistas estão no navio Madleen, chamada pelo grupo de “Flotilha da Liberdade” que saiu da Itália no último domingo (1°), em uma missão que visa romper o bloqueio marítimo de Gaza e entregar ajuda humanitária, além de chamar atenção para a crise humanitária no enclave palestino.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou neste domingo (8) que vai impedir que um barco de ajuda humanitária com a sueca Greta Thunberg, o brasileiro Thiago Ávila e outros ativistas chegue à Faixa de Gaza.
Katz afirmou que Israel não permitirá que ninguém quebre o bloqueio de Gaza. Segundo ele, o objetivo da medida é impedir que o grupo terrorista Hamas tenha acesso a armas.
O ministro se referiu a Greta, mundialmente conhecida por seu ativismo ambiental, como “antissemita”. Além disso, sem provas, acusou o grupo de fazer propaganda para o Hamas.
“À antissemita Greta e seus companheiros porta-vozes da propaganda do Hamas, digo claramente: vocês devem voltar, porque não chegarão a Gaza”, escreveu Katz na rede social X.
Fonte: nilljunior.com.br














