Thaissa Melo, de 21 anos, foi encontrada morta na casa do ex-namorado, na Várzea; braço da vítima estava escondido em saco de lixo
A Polícia Civil de Pernambuco investiga o feminicídio da jovem confeiteira Thaissa Melo, de 21 anos, encontrada morta e com o corpo parcialmente esquartejado na casa do ex-namorado, no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife. O suspeito, Henryque Cassiano da Silva, de 22 anos, foi preso em flagrante nesta terça-feira (18) e confessou ter cortado o braço esquerdo da vítima enquanto ouvia rap “para se acalmar”.
De acordo com o depoimento prestado à polícia, Henryque alegou que Thaissa teria se enforcado usando o cordão de uma calça de quimono de jiu-jitsu, após dizer que enfrentava dificuldades financeiras. O suspeito afirmou que havia saído da casa para buscar um fósforo na residência da avó, e que, ao retornar, encontrou a jovem pendurada em uma grade da janela. Ele contou que tentou reanimá-la, mas, ao perceber que ela já estava morta, decidiu esquartejar o corpo por medo de ser responsabilizado.
Thaissa foi encontrada atrás de um guarda-roupa em um dos cômodos da residência. O braço esquerdo estava escondido em um saco de lixo em outro quarto. Segundo a Polícia Civil, Henryque chegou a usar até quatro facas diferentes no processo de esquartejamento. Ainda de acordo com ele, a decisão de desmembrar o corpo foi tomada após entrar em pânico com a cena. O suspeito contou que parou de cortar os membros ao perceber que estava “fazendo uma besteira”.
Durante o flagrante, Henryque e o vice-presidente da Câmara de Ipojuca, Professor Eduardo, que estava com ele, foram abordados após uma movimentação suspeita observada por policiais civis. Com eles, foram encontrados R$ 17 mil em espécie e anotações com indícios de um suposto esquema de rachadinha — material não relacionado diretamente ao caso de feminicídio, mas incluído no relatório de diligências.
O caso chocou a população local e está sendo acompanhado de perto pela Polícia Civil. Segundo informações do processo, Thaissa e Henryque se conheciam desde a infância e mantiveram um relacionamento amoroso até agosto deste ano. Ele relatou que continuavam mantendo contato mesmo após o término.
A investigação segue em andamento e deve contar com laudos periciais e novas oitivas para esclarecer as circunstâncias e a real motivação do crime.
Fonte: pernambuconoticias.com.br














