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Fim da baliza como prova eliminatória da CNH avança e Detran-PE avalia adesão

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Fim da baliza como prova eliminatória da CNH avança e Detran-PE avalia adesão
Foto: Detran-PE/Divulgação 

O governo federal publicou o Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, que passa a servir como recomendação nacional para os Departamentos Estaduais de Trânsito. O objetivo é padronizar critérios e tornar mais justo o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação, com foco na segurança viária e na gestão de riscos no trânsito.

Entre as principais mudanças está a retirada da prova de baliza como etapa eliminatória do exame prático. Em Pernambuco, a assessoria do Detran-PE informou que o órgão deve aderir à nova diretriz, mas a decisão final será discutida em reunião marcada para esta terça-feira (3).

A alteração já foi adotada por 11 estados brasileiros. A mudança, no entanto, não elimina a avaliação da capacidade de estacionar. Pelo novo modelo, o estacionamento passa a fazer parte do trajeto final da prova prática, inserido em um contexto real de circulação. A intenção é verificar se o candidato consegue imobilizar o veículo com segurança ao final do percurso, como ocorre no cotidiano do trânsito.

Com o novo formato, o exame prioriza comportamentos considerados mais relevantes para a segurança coletiva, como atenção ao entorno, respeito à sinalização, cuidado com pedestres e execução correta da parada do veículo. O manual também define um chamado “Nível Normal de Demanda”, determinando que as vagas tenham dimensões compatíveis com o veículo, sem exigir manobras de precisão extrema.

O documento destaca que o estacionamento é realizado em baixa velocidade e apresenta risco significativamente menor de danos a terceiros, o que tornaria desproporcional o rigor adotado anteriormente. Até então, erros na baliza — como tocar em um cone ou exceder o tempo limite — resultavam em reprovação automática, com o mesmo peso de infrações graves, como avançar um sinal vermelho ou dirigir na contramão.

A Secretaria Nacional de Trânsito avaliou que a exigência de manobras complexas em espaços reduzidos inflava artificialmente os índices de reprovação entre candidatos iniciantes, sem comprovação de impacto positivo na segurança viária.

Caso a mudança seja confirmada em Pernambuco, os exames práticos devem passar por adaptação nos próximos meses, seguindo a orientação nacional. A expectativa do governo federal é que o novo modelo contribua para um processo mais equilibrado, sem abrir mão da formação de condutores responsáveis e atentos às condições reais das vias.

Fonte: pernambuconoticias.com.br

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