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Advogada é detida com cocaína ao deixar presídio no Recife e caso vira alvo de inquérito

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Advogada é detida com cocaína ao deixar presídio no Recife e caso vira alvo de inquérito
Foto: Hesíodo Góes/Divulgação

Uma advogada de 35 anos foi detida após ser flagrada com uma substância semelhante à cocaína dentro de uma unidade prisional do Complexo do Curado, na Zona Oeste do Recife. O caso ocorreu na tarde da terça-feira (19), no Presídio Policial Penal Leonardo de Moura Lago, e foi registrado oficialmente como ocorrência relacionada a entorpecentes.

A abordagem aconteceu no fim do expediente de atendimento jurídico, quando policiais penais realizaram uma revista e encontraram um pó branco entre os pertences da profissional. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização, a ação foi motivada por suspeitas levantadas a partir de apurações internas anteriores feitas pela equipe da unidade.

A Polícia Civil informou que a advogada estava no presídio para visitar um cliente. Após a constatação do material, ela foi encaminhada à delegacia para os procedimentos legais. Ainda na mesma noite, a profissional foi liberada. O caso passou a ser apurado por meio de portaria, conforme decisão da autoridade policial de plantão.

No boletim de ocorrência, consta que a abordagem ocorreu por volta das 16h30. Questionada sobre a substância, a advogada declarou ser usuária e afirmou que o entorpecente encontrado era destinado ao consumo pessoal, sem qualquer finalidade de comercialização.

Em nota, a profissional contestou a classificação do episódio como tráfico de drogas. Segundo ela, a quantidade apreendida era mínima e não havia qualquer indício que apontasse para venda, fracionamento, organização criminosa ou vantagem financeira. Também negou a existência de dinheiro, registros ou contatos que sustentassem essa hipótese e classificou como equivocada a narrativa de tráfico atribuída ao caso.

A advogada afirmou ainda que pretende adotar medidas judiciais contra a disseminação de informações que considera irresponsáveis e ofensivas à sua imagem, especialmente nas redes sociais.

A Polícia Civil confirmou que um inquérito foi instaurado para esclarecer todas as circunstâncias do episódio. A investigação está sob responsabilidade da Central de Plantões da Capital.

Na noite do ocorrido, a Ordem dos Advogados do Brasil acompanhou a situação por meio da Comissão de Prerrogativas, responsável por zelar pelo exercício da advocacia. A entidade informou que segue monitorando o caso e que adotará as providências cabíveis dentro de suas atribuições, respeitando o trabalho das autoridades envolvidas na apuração dos fatos.

Fonte: pernambuconoticias.com.br

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