Pernambuco segue entre os estados com os maiores índices de violência letal do Brasil. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 mostram que, em 2024, o estado registrou uma taxa de 36,2 mortes violentas intencionais a cada 100 mil habitantes, colocando-se ao lado de Amapá, Bahia, Ceará e Alagoas no grupo mais crítico do país.
O número pernambucano chama atenção por ficar bem acima da média nacional, que fechou 2024 em 20,8 mortes por 100 mil habitantes — o menor patamar desde 2012. Também supera a média do Nordeste, que registrou 33,8 mortes por 100 mil no mesmo período. Embora o Brasil apresente uma trajetória de queda da violência letal desde 2018, o avanço não ocorre de forma homogênea entre estados e regiões.
O levantamento aponta que o Nordeste continua concentrando alguns dos principais focos de mortes violentas do país. Em Pernambuco, a permanência de índices elevados está associada, principalmente, a conflitos armados em áreas urbanas e periferias, onde disputas entre facções criminosas seguem influenciando diretamente os indicadores de segurança pública.
As estatísticas de mortes violentas intencionais incluem homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e óbitos decorrentes de intervenções policiais. O conjunto desses crimes ajuda a explicar a pressão contínua sobre o sistema de segurança do estado.
No ranking nacional de 2024, os estados com as maiores taxas foram:
- Amapá: 45,1 mortes por 100 mil habitantes
- Bahia: 40,6
- Ceará: 37,5
- Pernambuco: 36,2
- Alagoas: 35,4
Os dados reforçam o desafio de reduzir a violência letal em Pernambuco e indicam a necessidade de políticas públicas mais eficazes, especialmente em territórios vulneráveis. O anuário também sugere que, sem ações integradas e sustentadas, a queda observada em nível nacional pode não se refletir de forma consistente em estados que enfrentam conflitos criminais mais intensos.
Fonte: pernambuconoticias.com.br














