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SDS nega espionagem e diz que apuração contra secretário do Recife foi rotina e já arquivada

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SDS nega espionagem e diz que apuração contra secretário do Recife foi rotina e já arquivada

O Governo de Pernambuco negou que tenha ocorrido espionagem contra o secretário de Articulação do Recife, Gustavo Monteiro, auxiliar do prefeito João Campos (PSB). A declaração foi feita nesta segunda-feira (26) pelo secretário de Defesa Social do estado, Alessandro de Carvalho, após reportagem exibida no programa Domingo Espetacular, da TV Record, apontar suposto monitoramento por parte da Polícia Civil de Pernambuco.

Segundo Alessandro, a narrativa de espionagem é falsa. Ele explicou que houve apenas uma apuração preliminar motivada por uma denúncia anônima que mencionava a possível prática de irregularidades envolvendo um veículo da Prefeitura do Recife. De acordo com o secretário, a legislação impede a abertura de inquérito policial com base apenas nesse tipo de denúncia, o que levou à criação de um grupo de trabalho para checagem inicial das informações.

A apuração ocorreu entre agosto e outubro de 2025 e envolveu dez policiais, entre eles três delegados e sete agentes. Conforme a SDS, nenhuma ilegalidade foi constatada durante o período, e o procedimento foi arquivado. O secretário ressaltou que o veículo citado na denúncia não participou de encontros suspeitos nem esteve envolvido em qualquer entrega de material ilícito.

Alessandro de Carvalho afirmou que esse tipo de verificação preliminar é prática comum nas forças de segurança e ocorre também em outros estados e na Polícia Federal. Segundo ele, somente após a confirmação de indícios concretos é que um inquérito formal seria instaurado, o que não ocorreu neste caso.

Além de negar irregularidades na atuação policial, o secretário anunciou a abertura de investigação para apurar o vazamento de informações sigilosas relacionadas ao grupo de trabalho. A suspeita é de que o vazamento tenha ocorrido por meio de um policial que integrava a equipe e que foi afastado da Inteligência após ser flagrado em encontro com Flávio do Cartório, então presidente da Câmara de Vereadores de Ipojuca, investigado por suposto desvio de recursos públicos.

Segundo a SDS, esse policial foi desligado da função no dia seguinte ao episódio, prestou depoimento ao Gaeco e foi colocado à disposição do setor de recursos humanos. Um novo inquérito foi instaurado para investigar o vazamento de dados protegidos por sigilo.

Em nota oficial, a Prefeitura do Recife reagiu ao caso e afirmou repudiar qualquer tentativa de uso indevido das forças policiais para perseguição política. O município declarou ainda que adotará todas as medidas administrativas e judiciais necessárias para defender seus servidores, reforçando a confiança na seriedade histórica da Polícia Civil de Pernambuco.

Fonte: pernambuconoticias.com.br

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