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Vereador Gilson Filho chama ministro do STF de “ditador” e joga Constituição no chão durante sessão no Recife

Em mais um episódio de forte repercussão política, o vereador Gilson Machado Filho (PL) causou tumulto durante a sessão da Câmara Municipal do Recife na segunda-feira (16). Em protesto contra a prisão de seu pai, o ex-ministro do Turismo Gilson Machado, o parlamentar arremessou um exemplar da Constituição Brasileira no chão e chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de “ditador”.

A ação foi uma crítica direta à decisão do magistrado, que autorizou a detenção de Gilson Machado na última sexta-feira (13), sob suspeita de envolvimento na tentativa de obtenção de passaporte português para o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. O ex-ministro foi liberado no mesmo dia, por ordem do próprio Moraes, e negou qualquer relação com o caso, alegando que buscava documentação para seu pai, e não para Cid.

Apesar de estar em seu primeiro mandato e ter tomado posse há apenas seis meses, Gilson Filho já acumula polêmicas. Ele foi alvo de processo por comportamento inadequado dentro da Câmara, incluindo gesto obsceno e comentário capacitista. Além disso, apresentou projetos controversos, como a proposta de multa para usuários de drogas, sanções de até R$ 1 milhão contra atos considerados ofensivos à fé cristã, e moção de apoio à castração química de condenados por estupro — medida considerada inconstitucional e sem respaldo científico.

A atitude do vereador gerou críticas de parlamentares e setores da sociedade civil, que consideraram o gesto um desrespeito aos símbolos democráticos e às instituições do país. O caso deverá ser avaliado pela Mesa Diretora da Câmara, que pode abrir novo processo disciplinar contra o parlamentar.

Fonte: pernambuconoticias.com.br

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