O prefeito do Recife, João Campos (PSB), classificou como “oportunismo político” o pedido de Impeachment protocolado pela oposição na Câmara dos Vereadores. A declaração foi feita nesta quarta-feira (7), durante a inauguração da primeira etapa do Parque Alagável Campo do Sena, no bairro do Barro, Zona Oeste da capital.
O pedido, apresentado pelo vereador Eduardo Moura (Novo), acusa Campos de crime de responsabilidade e improbidade administrativa após a polêmica nomeação de um candidato com autismo para vaga reservada a pessoas com deficiência em concurso da Procuradoria Municipal. A decisão foi posteriormente revista, após repercussão negativa.
“Chega ano eleitoral, nossos nomes aparecem de forma importante nas pesquisas, e algumas pessoas acham que é o jogo do vale-tudo. Não é assim”, afirmou o prefeito, sinalizando sua provável candidatura ao governo de Pernambuco. Ele também disse ter “absoluta confiança” de que a Câmara não cederá à “irresponsabilidade eleitoral”.
No centro da controvérsia está a nomeação de Lucas Vieira da Silva, que apresentou um laudo de Transtorno do Espectro Autista (TEA) emitido pela Justiça Federal do Trabalho dois anos após a realização do concurso, realizado em 2022. A decisão retiraria da vaga o candidato Marko Venício dos Santos Batista, que disputava o cargo pela cota de deficiência física.
João Campos destacou que o caso envolvia dois candidatos com deficiência e lamentou que, segundo ele, o debate tenha sido desvirtuado. “Hora nenhuma se falou que era uma disputa entre dois candidatos com deficiência: um com autismo e outro com deficiência física”, pontuou.
A controvérsia ganhou repercussão após virem a público informações de que Lucas Silva é filho de uma procuradora do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e de um juiz do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o que acentuou as críticas e motivou o pedido de afastamento.
Fonte: pernambuconoticias.com.br














